12 setembro, 2012

Ainda sobre a pirraça, birras e afins

Como dizia a minha vó: criança já nasce sabendo.

Domingo, como de costume, fomos à igreja. Emerson estava de folga mas ficou assistindo futebol. 

O pititico chegou lá com cara de poucos amigos já que, queria tirar uma soneca 18:30 h (isso é hora de soneca?). Ficou resmungando, reclamando. Não quis nem saber de cantar, dançar, nada. Só aquele chorinho chato sabe?

Tá, me levantei e assim permaneci pra ver ele ficava bonzinho. Que nada. Ô murrinha viu?

Isso já durava quase uma hora. Aí eu falei com ele baixinho em tom repreensivo:

- se você continuar com essa chatice nós vamos embora.

Pra que falei isso. Ele abriu um berreiro, chorou como se eu tivesse batido nele. Peguei as minhas coisas e fui embora. E falando com ele no caminho de casa:

- precisa fazer isso, ficar chorando sem motivo. Ah nem.

Cheguei em casa, Emerson pegou o pititico e eu segui reclamando:

- pensa que ele não parou de chorar e de resmungar um segundo. Ah não, eu passeei com ele o dia inteiro, brinquei, e agora ele não pode ficar quieto um pouquinho pra eu fazer o que gosto? Não, né, não pode. Eu tô nervosa!

Emerson disse todo calmo:

- ô amor, ele tá te olhando com uma carinha...

Quando eu olhei pra ele percebi que tava prestando atenção em tudo e, com uma carinha de arrependido. Morri de dó. Bobinha. Peguei ele pra trocar a fralda e colocar o pijama. Beijei, disse que o amava, mas que não custava nada ele se comportar direitinho...

Quero só ver domingo que vem se ele entendeu mesmo.

11 setembro, 2012

A danada da pirraça


Tá bom, eu confesso:  nunca gostei de pirraça. Mas peraí, tem alguém que gosta? Acredito que não. 

Eu ficava com dó quando via uma mãe tentando controlar o filho que rolava no chão do supermercado querendo alguma coisa. Aff, já pensava logo: tomara que o meu filho não faça isso!

Vivia aconselhando minhas irmãs e cunhadas quanto as pirraças dos meus sobrinhos: deixa de castigo, põe na cadeirinha do pensamento, deixa chorar até cansar etc.

Mas  agora tô começando a sentir na pele que a coisa não é fácil não. 

Meu pititico tem apenas 9 meses e já tá fazendo birra se não deixo pegar o que quer; porque não quer ir embora da casa das priminhas; porque quer ir pro chão onde não dá. Se joga pra trás, resmunga, chora, sacode os braços. Deus me acuda!

Marido e eu dizemos: 

- não vai ficar teimoso meu filho.

Queria mesmo é saber com quem ele aprendeu isso. Porque é tão difícil impor limites as crianças? Por que é difícil dizer não?

***

Tô vendo que educar é cansativo. Falo não, não pode, não sei quantas vezes. Acho que a tarefa de impor limites é uma das mais difíceis.

Vocês passaram ou estão passando por isso? Como é que eu faço? Como agir? Isso vai passar? 


10 setembro, 2012

O sumiço e os 9 meses

Pensaram que aproveitei o feriado e viajei né? Nada disso. O sumiço foi porque fiquei sem internet, aff. Ninguém merece! 
E eu querendo contar as novidades.

***

Sábado, dia 08, o meu pititico teve seu nono mêsversário! E olha o que aprendeu:

- dar tchau;
- ajuda a tirar a roupa;
- sorri agradecendo quando ganha alguma coisa;
- pega o brinquedo da priminha e sai correndo, quer dizer se arrastando bem rápido, kkk.

Além de muita bagunça, claro!



06 setembro, 2012

O resultado do concurso

Meu pititico não ganhou o concurso da Araújo, que peninha!

Mas eu agradeço a todas que votaram. Obrigada!

Beijo Grande!!!

05 setembro, 2012

Sobre a vovó e o vovô

Meus avós moravam numa cidade no interior (na roça mesmo) de Minas. Me lembro apenas de uma vez que estive lá. Não tinha luz e usávamos lamparinas. Era criança, acho que tinha uns dez ou doze anos, não me lembro. Me diverti muito. 

O meu avô era baixo, branco (não usava bermuda de jeito nenhum, dizia que as pernas eram muito brancas), falava alto e os cabelos eram bem lisos. A minha vó era negra, alta, cabelos cacheados e compridos e muito calada. Falava baixo e tranquilamente.

Eles vinham bastante à minha casa, já que meu avô vivia doente. Ele tinha asma, gastrite crônica, tossia demais.  

A minha mãe acompanhava o meu avô sempre que precisava. Ela os amava.

Certo dia, conversávamos na sala quando o telefone tocou. Minha mãe atendeu. Notícia ruim. O semblante dela decaiu. Achei que ela fosse desmaiar. Minha avó teve um infarto. Faleceu. Ficamos muito tristes. Minha mãe sofreu, nunca tinha visto ela daquele jeito.

Eu conheci a nova casa deles na "cidade". Eles haviam se mudado. Pena que não era um bom momento.

Passou-se um tempo e o meu avô piorou. Ficou internado e eu o visitava constantemente. 

Ele não aguentou e também foi embora.

Me peguei pensando nisso esses dias. Pensando nos meus avós. No meu avô que sempre me dava dinheiro (ele adorava fazer isso). Na minha avó que era chamada de "dindinha".

Fico feliz que o meu filho tenha o privilégio de ter duas vovós e um vovô. E mais ainda, que eles tem tempo pra brincar com ele, pra mimar, pra curtir. 

Eu queria ter tido isso sabe? Passear com a vovó e o vovô? Acho lindo!

***

Quero que o meu filho valorize isso. Quero que ele os ame, respeite, se importe com eles, porque o tempo passa rápido e o importante são as pessoas, não as coisas.





04 setembro, 2012

Tô pedindo!

Oi meninas!

Meu pititico está participando do concurso "seu xodó é o xodó da Araújo". Me dão uma mãozinha? A votação termina amanhã às 12:00 h.

Ele concorre com essa foto:






   

03 setembro, 2012

Beijinhos, abraços e o pai de primeira viagem

O domingo foi ótimo, fiquei pelo quintal afora com meu filhote. Comeu ameixa (aquela amarelinha sabe?) e adorou. Agora gosta das frutas mais azedinhas. Não quer  nem olhar pra banana, haha. 

Aprendeu a dar beijinho de esquimó e é fã do meu abraço apertado. 

Tava um carinho comigo. Emerson trabalhando então ficamos só nós dois.




***

Depois das seis arrumava o pititico pra irmos à igreja. Na hora de colocar o tênis foi um chororô danado.  Fiquei sem entender e achei que ele não queria calçar. Tá bom. Coloquei uma sandália e pensei: 'se chorar vai descalço mesmo'.

Fui fazer a mamadeira pra levar (porque ele não jantou) e lá vem o chororô de novo. Sai do lado de fora com ele, ele se distraiu, se acalmou e fomos. É bem tranquilo porque a igreja é pertinho da nossa casa.

Ele tava ótimo, cantando, dançando, neném mais fofo.

Já passava das oito ele começou a reclamar. Era fome e sono. Dei a mamadeira e ele já tava cochilando quando de repente, se levanta e vomita tudo. Ai meu Deus! Sai leite até pelo nariz! Tadinho do meu filho. Ele olha pra mim assustado eu o abraço (sem me importar de sujar a minha blusa) e digo: 'vamos pra casa meu amor, vai ficar tudo bem'.

Depois de um banho coloco ele pra dormir. Minha mãe me liga e conto pra ela o ocorrido. Ela diz pra observá-lo, que deve ser por causa dos dentes (eles tem levado a culpa de tudo) ou por causa da alergia.

Uma hora da manhã ele tava resmungando e fui até lá.

O peguei no colo e ele tava ardendo em febre. Chamo meu marido. Emerson fica com ele enquanto pego o remédio. O pititico faz vômito. O papai que não acostumado com o filhote dodói (é a primeira febre alta) fala logo:

- ele tá muiiito quente. Vamos levar ele pro médico.

Eu respondo (calma, podem acreditar):

- eu vou dar o remédio e vamos esperar. Se a febre não baixar...

Ele toma o medicamento numa boa. Tiramos a calça dele e o levamos pra nossa cama. Não quis ficar lá, gosta do seu espaço.

Dei mamadeira, coloquei ele no berço e a noite inteira ia ver como estava.

Acordou bem, um pouco abatido, mas sem febre.

Eu pensei em ficar com ele, mas minha mãe disse pra eu ficar tranquila que ia medindo a temperatura, e qualquer coisa me ligava. Sim, é muito bom ter a minha mãe pra cuidar do meu filho. Eu consigo ficar segura.

***

Liguei pra ela ainda de manhã e o pititico estava bem, a febra não voltou. Já tinha até comido metade de uma pera, rs. Ufa, graças a Deus!

Tranquilizei o papai preocupado e pensei:

'nem só as mães de primeira de viagem se descabelam e querem sair no meio da madrugada por causa de uma febre...'