Como dizia a minha vó: criança já nasce sabendo.
Domingo, como de costume, fomos à igreja. Emerson estava de folga mas ficou assistindo futebol.
O pititico chegou lá com cara de poucos amigos já que, queria tirar uma soneca 18:30 h (isso é hora de soneca?). Ficou resmungando, reclamando. Não quis nem saber de cantar, dançar, nada. Só aquele chorinho chato sabe?
Tá, me levantei e assim permaneci pra ver ele ficava bonzinho. Que nada. Ô murrinha viu?
Isso já durava quase uma hora. Aí eu falei com ele baixinho em tom repreensivo:
- se você continuar com essa chatice nós vamos embora.
Pra que falei isso. Ele abriu um berreiro, chorou como se eu tivesse batido nele. Peguei as minhas coisas e fui embora. E falando com ele no caminho de casa:
- precisa fazer isso, ficar chorando sem motivo. Ah nem.
Cheguei em casa, Emerson pegou o pititico e eu segui reclamando:
- pensa que ele não parou de chorar e de resmungar um segundo. Ah não, eu passeei com ele o dia inteiro, brinquei, e agora ele não pode ficar quieto um pouquinho pra eu fazer o que gosto? Não, né, não pode. Eu tô nervosa!
Emerson disse todo calmo:
- ô amor, ele tá te olhando com uma carinha...
Quando eu olhei pra ele percebi que tava prestando atenção em tudo e, com uma carinha de arrependido. Morri de dó. Bobinha. Peguei ele pra trocar a fralda e colocar o pijama. Beijei, disse que o amava, mas que não custava nada ele se comportar direitinho...
Quero só ver domingo que vem se ele entendeu mesmo.
Quero só ver domingo que vem se ele entendeu mesmo.







