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14 novembro, 2012

De tirar o fôlego

Domingo o Pititico caiu sentado, bateu a cabeça de leve na cadeira e chorouuuuuu. Peguei ele no colo e ele ficou roxo. Engoliu fôlego. Soprei ele, sacudi, gritei. Gritei de medo! Ele voltou. Ficou mole. Passei água no rosto dele. Abracei, chorei.

E se repetiu na terça-feira. Depois do banho, tava preparando o leite dele. Ele pegou o bico da mamadeira e ficou brincando. Aí eu peguei pra tampar e chorouuuuuuu. Ficou pálido. Engoliu fôlego, de novo. Gritei pra ele voltar.

Levei um baita susto!

Então fui pesquisar no google e encontrei no blog Pediatrio - O Trio de pediatras várias informações sobre o assunto:

O que é perda de fôlego? 

A “perda de fôlego” é uma situação bastante comum na infância e que gera preocupações para muitos pais. A criança parece perder mesmo o seu fôlego e esta condição é resultado de uma apnéia (parada na respiração) provocada pela própria criança, podendo ser ocasional ou ocorrer várias vezes durante o dia.
A perda de fôlego ocorre em aproximadamente 5% da população, principalmente entre os 6 meses e os 2 anos de vida. Os casos não são perigosos e não causam dano cerebral, como muitos pais temem. 

Por que acontece a perda de fôlego?
As crianças pequenas, quando contrariadas nas suas vontades, podem reagir com cara de brava, com gritos, com sapateados ou “chiliques” e mais comumente com um alto e sonoro choro. E durante este choro, às vezes, ocorre um espasmo, com uma parada na respiração, provocando a crise de perda de fôlego.

Como a criança se apresenta numa crise de perda de fôlego?
No meio do choro, a criança para de respirar e fica inerte, quase desmaiada. Em meio à choradeira, a criança fica sem ar e até desmaia. O episódio é muito curto, dura em média, uns 20 segundos, mas é suficiente para apavorar os pais e outras pessoas que também cuidam das crianças.

Tipos de perda de fôlego:Existem dois principais tipos de crises de perda de fôlego: as cianóticas (em que a pele da criança fica arroxeada) e as não-cianóticas (quando a criança só fica pálida, mas não fica roxa).

Crises cianóticas: A crise cianótica costuma ser desencadeada por uma situação de estresse para a criança. Na maior parte das vezes, acontece após a criança sentir-se contrariada. Neste caso, a criança chora e, de repente, ela para de respirar, causando a cor roxa da pele e das mucosas. Algumas vezes, ela parece ficar inconsciente por breves segundos e, ao retomar a respiração normal, volta a chorar.

Crises não cianóticas: As crises não-cianóticas acontecem sem choro e em geral, são motivadas por um susto, por uma batida forte ou por um acesso de vômito. Nesta situação a respiração é momentaneamente bloqueada, como num episódio de soluço. A criança fica pálida e, às vezes, perde a consciência. Mas não há alteração da circulação ou oxigenação e a recuperação é espontânea.

Em qualquer destas duas situações, não há motivo para preocupação. Mesmo assim, convém notificar o pediatra destes episódios. 

Se ficar constatado que se trata da crise da perda de fôlego, não há nada a fazer. O melhor remédio nesse momento é tentar direcionar a atenção da criança para outra coisa de que ela goste, por exemplo: um brinquedo ou uma brincadeira para distraí-la e tirá-la desta situação.

A perda de fôlego pode ser um prenúncio de convulsão?
NÃO. Perda de fôlego não se trata de uma convulsão e em menos de um minuto a criança respirará de forma normal e estará completamente alerta. O pediatra avalia outras situações em que é necessária uma investigação mais aprofundada para descartar episódios de convulsão com exames específicos. 

O que se pode fazer nos casos de perda de fôlego?
Fique ao lado de seu filho e tente não entrar em pânico. Durante a crise de perda de fôlego, seu filho deve permanecer deitado, porque esta posição aumenta a circulação de sangue no cérebro. 
Não é necessário fazer manobras de respiração boca a boca, nem chacoalhar a criança, ou virá-la de cabeça para baixo, ou jogar água em seu rosto, ou passar álcool em seus pulsos. Em poucos instantes o organismo retoma a respiração normal e a consciência volta.
Passada a crise, comunique o fato ao pediatra para que ele faça o diagnóstico e informe a melhor conduta a seguir.

Estes ataques são inofensivos e cessam por si mesmos. A perda de fôlego não é considerada uma doença, portanto não há necessidade de qualquer tratamento medicamentoso.

Nessa hora, é fundamental manter a calma a qualquer custo e não “fazer drama”, nem supervalorizar a situação, porque se os pais se apavoram demais e dão muita atenção a estes momentos de perda de fôlego, a crise tende a se repetir toda vez que a criança é contrariada ou é repreendida e isso pode, desnecessariamente, prejudicar o processo de educação em família.

Fiz quase tudo o que não é recomendável fazer, rs. Mas eu tive medo, medo de perdê-lo. Deus me livre! É de assustar.

Dia 20 temos consulta com a nova pediatra e vou relatar os fatos pra ela. Vamos ver o que ela diz.

11 outubro, 2012

A consulta com o cirurgião

Primeiro, não fizemos o exame de fezes porque eu esqueci de pegar o potinho pra colher. Abafa. O de urina também não, porque o Pititico tinha acabado de fazer xixi, então ia demorar muito. Mas o médico disse pra tomar cuidado com o exame de urina, porque coloca-se um saquinho (vocês são sabidinhas hein?) pra colher o xixi e fica lá esperando. Às vezes o saquinho se contamina e aparecem bactérias no resultado, e a criança toma remédio sem necessidade. O ideal é esperar a criança urinar e colocar o potinho na hora. Vou tentar né?

***
Vamos ao que interessa:

Então, o Pititico chegou lá dormindo. Primeiro explicamos (marido e eu) o motivo de estarmos ali. O cirurgião pediu pra examiná-lo e ele acordou assustado, tadinho. Chorou um pouco, mas rapidinho fez amizade com o dr. 

Ele me perguntou se eu já havia observado o jato de urina do Pititico, se tinha algo de diferente e tal. Fui sincera né? Não. Nunca reparei, porque quando acontecia eu tava tentando me proteger, rs. Rimos. Mas ele reparou, hahaha. O Pititico fez xixi bem na hora! O cirurgião falou que tava ótimo, tudo normal, hehehe.

Tá. Continuou examinando e me perguntou se alguém já havia me dito que os testículos dele não estão dentro do saquinho. Hã. Paralisei. Olhei pra Emerson assustada. Respondi que não. Como assim? Ele disse que isso é normal até um ano e meio. 

Explicando: os testículos são originados dentro do abdome do bebê, e perto do nascimento eles "descem" para a bolsa escrotal por um canal chamado "Conduto peritônio-vaginal". Este canal se fecha normalmente após a descida dos testículos. As alterações de posição normal dos testículos, ocorrem entre a descida e o fechamento deste canal. Não tem causa definida. O testículo fora da bolsa escrotal pode causar esterilidade.

Nunca vi isso. Não sabia mesmo. Mais uma. O médico disse que é para fazer uma nova avaliação quanto ele completar um ano e meio. Frisou que não é doença até essa idade. 

Minhas considerações:

- pesquisei e em todo canto que li é normal até um ano;
- a idade para correção é entre 9 meses e 1 ano de idade;
- o tratamento com hormônios propicia maus resultados;
- após 6 meses de idade é improvável que os testículos venham a descer. 

Quanto ao "buraquinho": normal. Graças a Deus! Mas ele tem fimose. A maioria dos meninos tem. Mas o médico disse que ela deve desaparecer espontaneamente. Que é pra continuar com os exercícios, sem torturar o bebê! 

Tranquila quanto à fimose e o buraquinho, mas eu como toda boa mãe vou procurar uma segunda opinião, só pra ter certeza em relação aos testículos dele.

Confesso que surgiu uma nova preocupação...orando pra que os testículos cheguem logo no lugar e que nosso Pititico não precise de qualquer intervenção cirúrgica.

***
Depois da consulta teve café na padaria. Olha o Pititico tomando suquinho no canudinho com o papai:





09 outubro, 2012

O pintinho do Pititico

E ontem teve pediatra! O Pititico tá pesando 9.300 kg e medindo 71,5 cm. A dra. disse que tá normal, graças a Deus. Ele como sempre ficou fazendo suas "gracinhas". 

Agora ele começa a tomar o APTAMIL 3, que é a partir do 10º mês de vida. Não mudou nada na alimentação. 

Perguntei sobre a mamadeira que ele toma de madrugada, achei que ela ia tirar. Mas não, ela só disse pra eu dá-la mais cedo, tipo 23:00 h, porque aí ele dorme a noite toda. Fiz isso ontem e foi melhor mesmo, assim a minha noite não fica picada.

Ela olhou o ouvido, nariz, a garganta e tudo beleza. Ele ficou bonzinho, só chorou na hora do palitinho na boca. 

Solicitou exame de fezes (porque criança põe tudo na boca) e urina. Vou pegar as instruções no laboratório, pois não faço nem ideia de como colher xixi de um bebê.

Agora o pintinho: mesmo fazendo os exercícios ele "não descobre". E ela tá achando que o "buraquinho" tá de lado. Me pediu pra procurar um cirurgião pediatra (já tô olhando) pra ele analisar e dependendo do que for, ele faz o procedimento no consultório mesmo. Ela disse que tem que olhar porque se o "buraquinho" estiver no lugar errado, a urina pode ficar retida e causar infecção. 

Tô um pouco (muito) apreensiva. 

Vocês já fizeram exames de rotina nos seus filhotes quando bebês? Como foi? E sobre o "buraquinho", alguém já passou por isso?

21 setembro, 2012

O cordão umbilical, o coto e o umbigo

Quando descobri a gravidez comecei a ler tudo sobre bebês: parto, enxoval, decoração, amamentação, como escolher a maternidade etc. Assistia vídeos de como trocar a fralda e dar banho.

O engraçado é que não li nada sobre o umbigo do bebê.

No dia que meu pititico nasceu, ali na sala de parto, eu olhei para o cordão umbilical e achei ele tão grosso. Sim, em meio a todo aquele chororô eu pensei nisso.

Em casa começou a história. Uma enfermeira foi até lá me dar dicas, ensinar cuidados básicos e responder as minhas infinitas perguntas. Aí me mostrou como cuidar do umbigo. Na verdade cuidar do coto (aquele pedacinho do cordão umbilical que daria lugar ao umbigo de verdade). Parecia fácil: depois do banho ou troca de fralda, era só molhar a ponta da gaze em álcool e enrolar o coto. Ela frisou bem pra não colocar pó de café, fumo, moeda etc. Claro que eu não ia colocar nada disso né? Mas ela disse que ainda tem muita gente que faz isso.

Tá. Eu fiquei craque em curar umbigo de neném. Coisa mais fácil, hahaha. Mas não era bem assim.

Os dias foram passando e o coto continuava ali, firme e forte. As perguntas indesejadas começavam: não caiu ainda? E parece que vai demorar a cair! Você tá colocando álcool? Vai ficar estufado!

Ninguém merece. Eu já estava ficando perturbada. Dez dias e nada dele cair. Ele resistia, não dava nem sinal de querer ir embora. Meu marido ficava com dó achando que doía. Mas não dói, só que é chato dar banho com aquele negocinho ali.

Fomos ao pediatra e ela disse que era normal. Que podia demorar até 2 meses pra cair (tempo demais né?). Ela disse também que meu filho tinha uma "herniazinha" mas que depois ia sumir. Perguntei se ia ficar estufado e ela respondeu que isso é questão de genética. Falou pra não molhar na hora do banho (eu tava molhando e o coto tava gosmento) e sempre verificar se não estava molhado de xixi.

Bom, dúvidas esclarecidas e eu mais tranquila continuei cuidando. As coisas começavam a melhorar, o coto estava mais sequinho.

O natal se aproximava e eu estava doida que o bendito caísse pra eu contar pra todo mundo, que não ajudou, só deu pitaco.

Todo dia de manhã eu olhava e lá estava ele.

O natal chegou, 25 de dezembro de 2011, de manhãzinha (porque ele sempre acordou cedo) eu vou trocar a fralda do pititico. Aí notei algo diferente. Olhei e, ops! O coto, cadê ele? Hahaha, caiu! Não acreditava, tava solto. Depois de 17 dias ele caiu!

Contei naquela noite pra TODOS.

Ficou aquela feridinha, continuei usando o álcool até cicatrizar.

E o umbigo surgiu, lindinho.



E é claro que guardei aquele pedacinho.