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21 março, 2014

Tudo como dantes no quartel de Abrantes

A escolinha tava a mil maravilhas né? No terceiro dia o Pititico nem queria ir pra casa, fez uma birra e só sabia dizer: quelo ficar aqui.
 
Vai entender as crianças...não quis mais, quis a casa da vovó. A casa da vovó que é legal. Palavras dele.
 
Minha mãe tá se achando, rs. Disse que ele tá com a carinha melhor porque matou a saudade. Tá certo. Eu nem tinha pensado nisso. Claro que ele deve ter sentido mesmo né? Ainda nem conversei na escolinha direito, estava esperava pra ver se ele ia mudar de ideia. Mas pelo que tô vendo não vai. E mamãe já está bem melhor, graças a Deus.
 
E ainda ficou doente. Pegou sua primeira virose na escolinha. Quando tava se recuperando, uma semana depois, teve febre alta e prostração. Era a tal doença de pé, mão e boca. Ele não ficou cheio de pintinhas vermelhas, deu mais na boca, garganta e aí não comia. A pediatra disse que ele teve a forma mais branda.
 
Falando em pediatra, ele tá medindo 91 cm e pesando 12.800 Kg. Emagreceu um pouco por causa dos vômitos, mas agora tá bem.
 
Sobre os testículos (que falei aqui e aqui) eles continuam sumindo. Agora a pediatra disse que se até três anos eles não se fixarem precisa da cirurgia. O negócio é que em todo canto que leio não pode demorar pra fazer a cirurgia. Inclusive na consulta que tivemos com o cirurgião há um ano atrás ele disse até um ano e meio. E eu, que não sei porque tô bestando, não retornei. Vou marcar com o cirurgião urgente.
 
Mas tirando isso, ele está formando frases inteirinhas, cantando, dançando e...fazendo MUITA PIRRAÇA. Esse assunto merece um post inteiro, ô luta!
 


16 setembro, 2013

Paciência: fique sempre por aqui

Depois de levantarmos no sábado, às seis da manhã, tudo corria bem até que: Pititico queria destruir o fio dental como já havia feito outras vezes. Eu logo disse: mamãe te dá um pedacinho. Ah, pronto. Confusão armada. Nós dois sozinhos. Ele começa uma pirraça daquelas que acho que só ele faz (alguém me abraça?). Bate o pé, chora/grita. Eu explico porque não deixo ele com o fio dental e ignoro, já que a birra prossegue.
 
Dura mais ou menos meia hora. Meia hora de birra intensa. Respiro fundo e o convido pra passear na casa da tia "Keile" (Keila). Ótimo, situação controlada, mudei o foco. Só que não. Passado um tempo ele relembra aquela história do passado não sei porque e retoma de onde parou. Vamos pra casa e começo a preparar o almoço. Converso com ele dizendo que vou fazer carninha, ovinho, tudo o que ele gosta pra ver se acalma. Mas de nada adiantou.
 
Meu Deus! Pedi socorro. Não sabia mais o que fazer. Eu o abraçava, olhava nos olhos e nada. O coloquei de castigo. "Um minuto sentado aí, eu disse." Não saía lágrima, era só grito e rolar no chão. Depois de um minuto tirei e começou de novo. Eu tava perdendo a paciência, confesso. Minha cabeça doía. Ele queria que eu ficasse olhando ele fazer a birra! Gritei com ele. Liguei pra minha mãe e ela disse que devia ser sono. Sim, eu sabia disso. Eu queria fazê-lo dormir mas ela não aceitava. Por fim, depois de mais de UMA hora desse jeito, fiz uma mamadeira (embora fosse hora do almoço) o peguei no colo, dei a mamadeira e ele dormiu. Acho que mais de cansaço.
 
Sinceramente? Tive vontade de chorar. Chorei. Difícil esse negócio de educar viu? Depois pensei na quantidade de paciência que tem ter. Quando ele acordou estava um doce.
 
 
 


12 setembro, 2012

Ainda sobre a pirraça, birras e afins

Como dizia a minha vó: criança já nasce sabendo.

Domingo, como de costume, fomos à igreja. Emerson estava de folga mas ficou assistindo futebol. 

O pititico chegou lá com cara de poucos amigos já que, queria tirar uma soneca 18:30 h (isso é hora de soneca?). Ficou resmungando, reclamando. Não quis nem saber de cantar, dançar, nada. Só aquele chorinho chato sabe?

Tá, me levantei e assim permaneci pra ver ele ficava bonzinho. Que nada. Ô murrinha viu?

Isso já durava quase uma hora. Aí eu falei com ele baixinho em tom repreensivo:

- se você continuar com essa chatice nós vamos embora.

Pra que falei isso. Ele abriu um berreiro, chorou como se eu tivesse batido nele. Peguei as minhas coisas e fui embora. E falando com ele no caminho de casa:

- precisa fazer isso, ficar chorando sem motivo. Ah nem.

Cheguei em casa, Emerson pegou o pititico e eu segui reclamando:

- pensa que ele não parou de chorar e de resmungar um segundo. Ah não, eu passeei com ele o dia inteiro, brinquei, e agora ele não pode ficar quieto um pouquinho pra eu fazer o que gosto? Não, né, não pode. Eu tô nervosa!

Emerson disse todo calmo:

- ô amor, ele tá te olhando com uma carinha...

Quando eu olhei pra ele percebi que tava prestando atenção em tudo e, com uma carinha de arrependido. Morri de dó. Bobinha. Peguei ele pra trocar a fralda e colocar o pijama. Beijei, disse que o amava, mas que não custava nada ele se comportar direitinho...

Quero só ver domingo que vem se ele entendeu mesmo.

11 setembro, 2012

A danada da pirraça


Tá bom, eu confesso:  nunca gostei de pirraça. Mas peraí, tem alguém que gosta? Acredito que não. 

Eu ficava com dó quando via uma mãe tentando controlar o filho que rolava no chão do supermercado querendo alguma coisa. Aff, já pensava logo: tomara que o meu filho não faça isso!

Vivia aconselhando minhas irmãs e cunhadas quanto as pirraças dos meus sobrinhos: deixa de castigo, põe na cadeirinha do pensamento, deixa chorar até cansar etc.

Mas  agora tô começando a sentir na pele que a coisa não é fácil não. 

Meu pititico tem apenas 9 meses e já tá fazendo birra se não deixo pegar o que quer; porque não quer ir embora da casa das priminhas; porque quer ir pro chão onde não dá. Se joga pra trás, resmunga, chora, sacode os braços. Deus me acuda!

Marido e eu dizemos: 

- não vai ficar teimoso meu filho.

Queria mesmo é saber com quem ele aprendeu isso. Porque é tão difícil impor limites as crianças? Por que é difícil dizer não?

***

Tô vendo que educar é cansativo. Falo não, não pode, não sei quantas vezes. Acho que a tarefa de impor limites é uma das mais difíceis.

Vocês passaram ou estão passando por isso? Como é que eu faço? Como agir? Isso vai passar?