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02 dezembro, 2013

Pouco antes dos 2 aninhos

Há poucos dias de completar dois anos (2!) fico revendo as fotos e percebo o quanto ele cresceu. Temos um menininho em casa. Ele sabe dizer o nome quando perguntam como se chama (o nome completo, rs) e sabe o meu e o do papai também.
 
Percebi que tem propaganda demais na televisão! Agora o Pititico vira pra mim e diz:
 
- cê compa esse pa mim azendo favor mamãe?
 
Isso se repetiu com os comerciais sobre carros, bonecos, máscaras... E Emerson o pegou contando nos dedos o que eu ia comprar. Ri até! Bom, então disse que só compraria um dos brinquedos porque ganhar dinheiro não é fácil. Ficou combinado. Ele anda bonzinho.
 
Bem diferente de um outro dia que o levei no shopping porque tinha que comprar umas coisinhas...na primeira loja que entrei ele começou a pedir pra ir embora. E daí não adianta prometer nada, nem balão, nem algodão doce. Aí ele resolveu que queria um carrinho, beleza, achei que poderia ficar tranquila. Mas o que esse menino chorou no meio da loja não foi brincadeira. Chorava, batia o pé, gritava:
 
- quero minha casa, assisti televisão no meu tapete. 
 
Só o sangue do Cordeiro! Só se aquietou quando fomos embora. Maternidade e paciência, inseparáveis.
 
Quando chegamos em casa ele disse:
 
- oi casa, saudade meu tapete, hum.
 
Acho fofo, embora a birra me faça quase pirar.
 
Sobre o aniversário vamos fazer só um almoço com a família mesmo e o bolo. Eu tinha pensado em fazer um bolo da galinha pintadinha, mas aí quando contei pra ele:
 
- quelo bolo popó não, quelo bolo de banana.
 
Expliquei que ia ser chocolate e blá blá, mas ele quer de banana. Acho que é porque ele viu no desenho da Peppa Pig. Encomendei de chocolate com morango mas com o desenho de uma banana em cima, rs. Estamos ansiosos pra ver a carinha dele.
 
Ele tá feliz que não tenho escolinha e dá pra vê-lo pela manhã. Acorda cedinho e começa:
 
- cê qué brincar cumigo mamãe?
 

Irresistível

16 setembro, 2013

Paciência: fique sempre por aqui

Depois de levantarmos no sábado, às seis da manhã, tudo corria bem até que: Pititico queria destruir o fio dental como já havia feito outras vezes. Eu logo disse: mamãe te dá um pedacinho. Ah, pronto. Confusão armada. Nós dois sozinhos. Ele começa uma pirraça daquelas que acho que só ele faz (alguém me abraça?). Bate o pé, chora/grita. Eu explico porque não deixo ele com o fio dental e ignoro, já que a birra prossegue.
 
Dura mais ou menos meia hora. Meia hora de birra intensa. Respiro fundo e o convido pra passear na casa da tia "Keile" (Keila). Ótimo, situação controlada, mudei o foco. Só que não. Passado um tempo ele relembra aquela história do passado não sei porque e retoma de onde parou. Vamos pra casa e começo a preparar o almoço. Converso com ele dizendo que vou fazer carninha, ovinho, tudo o que ele gosta pra ver se acalma. Mas de nada adiantou.
 
Meu Deus! Pedi socorro. Não sabia mais o que fazer. Eu o abraçava, olhava nos olhos e nada. O coloquei de castigo. "Um minuto sentado aí, eu disse." Não saía lágrima, era só grito e rolar no chão. Depois de um minuto tirei e começou de novo. Eu tava perdendo a paciência, confesso. Minha cabeça doía. Ele queria que eu ficasse olhando ele fazer a birra! Gritei com ele. Liguei pra minha mãe e ela disse que devia ser sono. Sim, eu sabia disso. Eu queria fazê-lo dormir mas ela não aceitava. Por fim, depois de mais de UMA hora desse jeito, fiz uma mamadeira (embora fosse hora do almoço) o peguei no colo, dei a mamadeira e ele dormiu. Acho que mais de cansaço.
 
Sinceramente? Tive vontade de chorar. Chorei. Difícil esse negócio de educar viu? Depois pensei na quantidade de paciência que tem ter. Quando ele acordou estava um doce.