Eu li que um ano e meio é chamado de data redonda e é considerado uma das melhores fases da criança. Não sei se é verdade, pra mim cada fase tem suas peculiaridades. Quando eu estava grávida gostei muito do sexto mês. Eu tinha disposição, nenhum mal estar e a barriga era mais linda do que nunca. E de fato, o Pititico está num momento de fofurice pura.
Uma semana atrás já havia avisado pra ele que hoje era dia de consulta. Ele não esquecia. Todos os dias quando passávamos a pomada no pintinho (pra fimose) ele dizia: Má (tia Amália). E como a vovó falou que qualquer dia iria com a gente ele perguntava: vovó? E eu dizia que a vovó não poderia ir. E lá vinha ele: papai, mamãe, eu. Sim, nós três.
Saímos cedo, a consulta era às oito mas pegamos um congestionamento daqueles. E não foi fácil conseguir que ele ficasse na cadeirinha até chegar. Eu cantei, contei história, disse que a polícia prendia se não tivesse na cadeira... É que outro dia li no blog Aprendendo a ser mãe hoje, escrito pela Daniela Zanatto algo que me abriu os olhos. Ela conta de um acidente que sofreram e o que salvou os filhos foi o fato de estarem na cadeirinha e no bebê conforto.
Quando o Pititico começava a reclamar e querer vir pro colo, Emerson logo falava: pega ele. Tira daí. Ele já tá cansado. E eu levava ele no colo. A Dra. Amália já me "puxou a orelha" por causa disso. Depois de ler o relato da Dani eu prefiro deixar chorar ou parar pra ele descansar do que deixá-lo sem segurança.
Na consulta correu tudo muito bem. Ele já foi logo pedindo o urso que tem lá pra brincar. E o papai ganhou elogios. Acontece que eles ficam brincando enquanto eu converso com a pediatra e ela disse que normalmente os pais ficam impacientes, olham o relógio o tempo todo, não saem do celular, rs.
Tudo certo com as vacinas. A tia Amália examinou ele numa boa. Ele ia repetindo junto: orelha, nariz, boca, coraçon, piu-piu. E está tudo bem com as bolinhas e a fimose já não tem quase nada.
Está pesando 11.140 Kg e medindo 82,5 cm.
Aí que na hora que a tia Amália colocou-o na balança ele não queria mais sair. Fingi que ia embora e ele me deu tchau. Disse titia. Queria ficar lá. Foi preciso muita conversa materna (vocês me entendem, né?) pra convencê-lo.





